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Investe em CDB? Risco pode aumentar com bancos BRB e Digimais na berlinda

Antes da quebra do Master, o FGC possuía R$ 158 bilhões disponíveis. O ressarcimento dos clientes das instituições liquidadas tende a custar em torno de R$ 50 bilhões. Restariam, dessa forma, pouco mais de R$ 100 bilhões para o caso de outros bancos serem forçados a encerrar suas atividades.

O BRB possuía, em setembro (dado mais recente), R$ 52 bilhões em depósitos de clientes, entre depósitos à vista, a prazo e poupança. Além disso, tinha compromissos de R$ 11,6 bilhões em LCI (Letras de Crédito Imobiliário) e de R$ 977 milhões em LCA (Letras de Crédito do Agronegócio).

Não quer dizer que esse seria o custo do Fundo em caso de liquidação, pois quaisquer valores que superem o limite de R$ 250 mil por pessoa não dão direito a ressarcimento. Se pensarmos em uma situação extrema, em que 80% do valor acabasse sendo coberto pelo FGC, teríamos um custo aproximado de R$ 51,7 bilhões ao fundo.

No caso do banco Digimais, o custo seria bem menor, mas não desprezível. A instituição possuía R$ 8,2 bilhões em depósitos de clientes (à vista e a prazo) em setembro. Considerando também um caso em que 80% do valor tenha que ser ressarcido, o custo do FGC ficaria em R$ 6,6 bilhões.

Ou seja, em um cenário pessimista, em que o BRB e o Digimais fossem liquidados nessas condições, o FGC acabaria consumindo 68% do seu caixa em cerca de seis meses, considerando o período desde novembro, com a liquidação do Master. Sobrariam R$ 50 bilhões.

O que acontece se o FGC não der conta?

Hoje com pouco mais de R$ 100 bilhões, o FGC aguenta a quebra de mais dois bancos do porte do Master. E só.

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