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Países da Europa querem taxar empresas que lucram com alta do petróleo

Medida busca conter eventuais abusos econômicos de companhias de energia. Segundo disseram os ministros de Finanças na carta à UE, o tributo extra "também enviaria uma mensagem clara de que aqueles que lucram com as consequências da guerra devem fazer sua parte para aliviar o ônus do público em geral".

Preços do petróleo e do gás dispararam desde que os ataques israelenses e norte-americanos contra o Irã, que começaram em 28 de fevereiro. A alta da ordem de 70% criou um choque de preços semelhante à crise energética pela qual a Europa passou depois que a Rússia invadiu a Ucrânia em 2022 — embora os países da UE estejam agora obtendo mais energia de fontes renováveis.

Na carta, endereçada ao Comissário do Clima da UE, Wopke Hoekstra, ministros apontaram para um imposto de emergência semelhante em 2022 para lidar com os altos preços da energia. Carta não forneceu detalhes sobre o nível do imposto sobre lucros inesperados que os ministros estão propondo ou sobre quais empresas ele deveria incidir.

Empresas rebatem justificativa e negam lucros extras. A Associação Alemã de Combustíveis e Energia, que representa refinarias e postos de gasolina, disse que a impressão de que as empresas lucram injustificadamente é imprecisa e que não há justificativa para um imposto sobre lucros inesperados. "Nosso principal objetivo é manter o fornecimento de combustíveis e combustíveis para motores na Alemanha sob condições cada vez mais difíceis", disse em comunicado.

O chefe de energia do bloco disse nesta semana que considera recriar as medidas de crise energética usadas em 2022, incluindo propostas para reduzir as tarifas da rede e os impostos sobre a eletricidade. A UE introduziu um conjunto de políticas emergenciais depois que a Rússia cortou o fornecimento de gás. Elas incluíam um teto para os preços do gás em toda a UE, um imposto sobre os lucros inesperados das empresas de energia e metas para reduzir a demanda de gás.

A forte dependência da Europa de combustível importado deixa a região exposta ao impacto do conflito no Oriente Médio sobre os preços globais da energia. O comissário de Energia da UE, Dan Jorgensen, disse que Bruxelas estava particularmente preocupada, no curto prazo, com o fornecimento de produtos refinados de petróleo, como combustível de aviação e diesel.

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