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Peter Mandelson, ex-embaixador britânico preso no caso Epstein, é liberado sob fiança

O diplomata, que tem 72 anos, segue sendo investigado criminalmente pela polícia. A apuração teve início no começo do mês, depois que arquivos divulgados pelo Departamento de Justiça dos EUA indicaram que ele recebeu dinheiro de Jeffrey Epstein e vazou documentos sigilosos do governo britânico.

A informação da prisão foi noticiada em primeira mão pelo jornal britânico "The Times". Procurada para confirmação, a Polícia Metropolitana de Londres confirmou a prisão de um homem de 72 anos sob suspeita de má conduta em cargo público, mas protegeu sua identidade e não confirmou que é Peter Mandelson, assim como no dia da detenção do ex-príncipe Andrew.

"Agentes prenderam um homem de 72 anos sob suspeita de má conduta em cargo público. Ele foi preso em um endereço em Camden na segunda-feira, 23 de fevereiro, e foi levado para uma delegacia de polícia em Londres para interrogatório. Isto ocorre na sequência de mandados de busca e apreensão cumpridos em dois endereços nas áreas de Wiltshire e Camden", disse a polícia em um comunicado.

As casas de Mandelson em Londres e no oeste da Inglaterra foram alvo de buscas policiais no início deste mês.

Mandelson, que é casado com um brasileiro, renunciou ao cargo que tinha no Parlamento britânico e a seu posto no Partido Trabalhista, do atual governo, depois que o escândalo veio à tona.

O ex-embaixador britânico nos EUA, Peter Mandelson, no dia 14 de fevereiro, após começar a ser investigado — Foto: REUTERS/Chris Ratcliffe

Os emails divulgados recentemente também mostraram que Mandelson e Epstein eram mais próximos do que se pensava, e que o diplomata compartilhou informações com o financista quando era ministro no governo do ex-primeiro-ministro Gordon Brown, em 2009.

Apesar de no passado, ele ter declarado que se arrependia "profundamente" de sua associação com Epstein, Mandelson não se pronunciou publicamente nem respondeu a mensagens solicitando comentários sobre as últimas revelações.

Caso abalou o governo britânico

Foi o premiê quem nomeou Mandelson, pivô do escândalo do caso Epstein no Reino Unido — documentos revelaram que ele recebeu dinheiro do empresário, condenado por comandar rede de tráfico sexual e abuso de menores.

"Jamais abandonarei o mandato que me foi confiado para mudar este país", disse Starmer a jornalistas nesta terça. "Jamais abandonarei o povo pelo qual tenho a responsabilidade de lutar, e jamais abandonarei o país que amo".

Keir Starmer — Foto: REUTERS/Jaimi Joy

A baixa popularidade de Starmer – na casa dos 18% – já trazia fragilidade para o governo. O caso Epstein e o erro na escolha de Mandelson, abalaram ainda mais a credibilidade do primeiro-ministro. O partido dele, o Trabalhista, está dividido: uma ala pede renúncia, outra demonstra apoio total. Essa queda de braço interna pode ser o início da ruptura do governo britânico.

Dois dias antes de negar deixar o cargo, no dia 8, o chefe de gabinete do governo britânico, Morgan McSweeney, que sugeriu o nome de Mandelson a Starmer, renunciou por conta da crise (veja no vídeo abaixo). No dia 9, o diretor de Comunicação, Tim Allan, apresentou renúncia.

Caso Epstein derruba chefe de gabinete do primeiro-ministro do Reino Unido

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Novos arquivos de Epstein mostram ex-príncipe inglês Andrew ajoelhado ao lado de mulher — Foto: DEPARTAMENTO DE JUSTIÇA DOS EUA/AFP

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