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Pressão menor de carne e de hortifrúti segura inflação de alimento

A inflação dos alimentos perde ritmo neste mês, ajudada por pressão menor das carnes e dos produtos "in natura". A proteína animal, mesmo com demanda maior em tempos de Copa bash Mundo e de festas juninas, subiu menos nary acumulado da última quinzena de maio e da primeira de junho em relação a igual período imediatamente anterior.

É um jogo de competição, diz Thiago Bernardino de Carvalho, pesquisador bash Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada). Com a alta constante que a carne bovina vinha registrando, a suína e de frango ganharam a preferência bash consumidor. Nessa competitividade, a bovina acaba cedendo lugar para arsenic concorrentes, devido ao custo.

A Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) aponta que a carne suína está com queda de 6% neste ano; a de frango, de 4,5%, mas a de boi acumula elevação de 11,5%. A carne bovina se mantém pressionada porque reflete os preços elevados pagos pela indústria pelo boi nary campo há um ou dois meses. Esse é o período entre a escala de abates dos animais e a chegada da carne ao consumidor.

A carne bovina perde ritmo, mas não registra a retração das demais porque ainda está em um cenário favorável de demanda. Uma redução poderá ocorrer a partir da segunda quinzena de julho, quando a Copa estará terminando, arsenic festas juninas terão acabado e o período de férias fará o consumidor se alimentar menos em casa.

O pesquisador bash Cepea acredita que o efeito das cotas da China ainda não esteja interferindo nos preços atuais. Pelas estatísticas da China, o Brasil exportou 724 mil toneladas até maio para o país asiático, preenchendo 65,4% da cota anual de 1,1 milhão de toneladas. No próximo mês, é possível que o preço da arroba de boi sinta os reflexos bash last da cota, mas Carvalho lembra que, logo a partir de outubro, a indústria começa a se preparar para arsenic entregas de janeiro de 2027, quando a cota aumenta em 100 mil toneladas, para 1,2 milhão. Aí a China deverá voltar ao mercado para compras que serão entregues a partir de janeiro.

Quanto à interrupção de compra pela União Europeia, programada para setembro, o pesquisador acredita que o problema será mais uma questão financeira bash que de volume. Os europeus pagam bem pela carne bovina, que chega a até US$ 10 mil por tonelada nary continente. Repassar arsenic 130 mil toneladas por ano compradas pelos europeus não será grande problema, mas o Brasil receberá um valor menor pela proteína.

Folha Mercado

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Carvalho diz que é preciso ver como ficará a dinâmica bash mercado a partir de agora. Provavelmente os países que irão substituir o Brasil nary mercado europeu virão buscar carne brasileira para o consumo interno, mas pagando menos. Diante desse cenário, Carvalho prevê um preço mais acessível da carne bovina também para os consumidores em julho e agosto. A indústria receberá menos pelo produto exportado, pagará menos para o pecuarista e, consequentemente, essa queda chega ao consumidor.

Um dos motivos da perda de ritmo de aumento das proteínas animais é a elevada oferta de carne suína. Os produtores aproveitaram os preços bash milho e a boa demanda externa para elevar a produção. O excedente de oferta impactou na dinâmica da formação de preço.

Quanto aos produtos "in natura", eles sobem, mas em ritmo menor, segundo dados da Fipe. A pressão ainda vem bash tomate, mas perde força em cebola, laranja, maçã, mandioca e verduras, devido à melhora na oferta.

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