3 horas atrás 4

Temer diz ter a melhor impressão de Ciro Nogueira e critica 'pré-condenação' de senador

O ex-presidente Michel Temer (MDB) afirmou nesta terça-feira (12) que "tem a melhor impressão" sobre o senador Ciro Nogueira (PP-PI), alvo de operação da Polícia Federal, que revelou suspeitas de que ele receberia uma mesada de Daniel Vorcaro, do Master.

Temer criticou o que chamou de pré-condenação no caso. "Este é um equívoco do nosso sistema.Quando a Polícia Federal investiga, ela faz um inquérito e depois propõe ao Ministério Público que tome as medidas. Aqui, bastou registrar que alguém está envolvido em alguma coisa, que já está pré-condenado. É um defeito do nosso sistema", disse.

Temer participa, em Nova York, da chamada semana do Brasil, que reúne uma série de eventos paralelos organizados por instituições como Lide, Grupo Esfera, Veja e Valor Econômico.

Ele disse que, se for comprovado algum equívoco na conduta de Ciro Nogueira, "transparecerá lá adiante".

Questionado sobre as eleições brasileiras, o emedebista voltou a dizer que não declararia voto no momento e pediu que os jornalistas repetissem o questionamento em setembro. Também negou que deve retornar a vida pública. "Eu já fiz o que tinha que fazer."

Advogado, Temer atuou para o Banco Master. "Eu faço trabalho de conciliação, mediação, mas não deu certo. Tudo está sendo investigado, mas é preciso levar as últimas consequências à investigação", declarou.

Ele voltou a defender a redução de penas por atos golpistas, prevista na Lei da Dosimetria, que pode beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). "É um tema de pacificação do país."

FolhaJus

A newsletter sobre o mundo jurídico exclusiva para assinantes da Folha

Questionado sobre a suspensão da aplicação da lei por parte do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, Temer sugeriu que a corte aja com celeridade.

"Se o Supremo pudesse examinar essas questões em dez dias, seria útil, porque logo em seguida eu acho que será declarada a constitucionalidade, e começa-se a examinar a redução das penalidades", declarou o emedebista, responsável pela indicação de Moraes a uma vaga na corte.

Ao ser questionado se o encontro entre os presidentes Lula (PT) e Donald Trump se teria efeitos práticos, Temer classificou o evento como um "encontro educado de dois estadistas". Ele afirmou que o momento foi positivo para ambos os países, pois ajudou a "distensionar" uma relação que é tradicionalmente sólida e "umbilical" entre Brasil e Estados Unidos.

E, sobre o papel de intermediários, como o empresário Joesley Batista —de acordo com a agência Reuters, o empresário foi responsável por destravar o encontro— Temer defendeu que "todo tipo de ajuda vale", mas ressaltou que a força motriz do encontro foi a diplomacia brasileira, elogiando o trabalho de Mauro Vieira e do Itamaraty.

Joesley foi o pivô do maior escândalo do governo Temer, quando gravou conversa com o então presidente sobre o então deputado Eduardo Cunha.

Eduardo Leite diz que não está 100% alinhado a Caiado

Ainda durante o evento, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), afirmou que, embora apoie a candidatura do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD) para a Presidência, não está "100% alinhado" com ele politicamente.

Em relação à candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Leite disse que, para derrotar o PT, é preciso um plano, e o bolsonarista não teria ainda apresentado isso.

Ao comentar o impacto político do escândalo envolvendo o Banco Master, Leite afirmou que o caso deve influenciar o cenário eleitoral de 2026. Para ele, o debate político corre o risco de repetir a polarização observada em eleições anteriores, marcadas por casos como o mensalão e a Lava Jato.

"Ao invés de a gente estar votando para escolher um projeto para o país, a gente vai num cenário de ataque, de atirar pedra de um lado para o outro", disse.

A jornalista viajou a convite do Lide

Leia o artigo inteiro

Do Twitter

Comentários

Aproveite ao máximo as notícias fazendo login
Entrar Registro