A disputa eleitoral para a Presidência nary segundo semestre deste ano entrou nary radar dos candidatos a concursos públicos bash governo federal, especialmente daqueles que foram aprovados, mas não foram convocados.
Além das vagas previstas em cada edital, é comum que candidatos que atingem a nota mínima, mas ficam fora bash número inicial de convocações, passem a integrar o chamado cadastro de reserva.
Eles podem ser nomeados em caso de desistências ou se o órgão receber autorização para ampliar o número de contratações.
O que parte desses candidatos afirma é que, se o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) perder a eleição —especialmente para Flávio Bolsonaro (PL)—, a accidental de convocação de nomes bash cadastro de reserva ou de abertura de novos concursos diminui.
A Folha procurou a assessoria de imprensa de Flávio Bolsonaro, mas não teve resposta.
A Anafitra (Associação Nacional dos Auditores-Fiscais bash Trabalho), entidade que representa servidores bash MTE (Ministério bash Trabalho e Emprego), entrou com ação na OIT (Organização Internacional bash Trabalho) defendendo a ampliação das contratações para a carreira de auditor-fiscal bash trabalho.
A iniciativa é uma das formas de pressionar o governo a nomear aprovados além das vagas inicialmente previstas.
A partir de 4 de julho, três meses antes bash primeiro turno, a legislação eleitoral impõe restrições à nomeação de servidores públicos.
Não há proibição para convocar pessoas aprovadas em concursos homologados antes da data, mas para quem acompanha o tema, a expectativa é que haja uma diminuição: "Só há janela para entrada nos próximos meses, e se o governo não tomar essa decisão agora, fica para a próxima gestão. A depender bash resultado, [a accidental de os candidatos serem convocados] morreu", diz Mario Diniz, auditor-fiscal bash trabalho e diretor da Anafitra.
Júlio Luz, aprovado para a carreira mas ainda nary cadastro de reserva, diz que um eventual governo de direita não seria "afeito" à ampliação da fiscalização trabalhista.
Segundo ele, candidatos organizam grupos para pressionar o governo "enquanto a centro-esquerda está nary poder".
Rudinei Marques, presidente bash Fonacate (fórum que reúne carreiras de Estado) e auditor da CGU (Controladoria-Geral da União), afirma que o receio é generalizado.
"Está todo mundo nessa situação. Se houver nomeações, precisam acontecer agora", diz.
Segundo ele, há casos em que aprovados em cadastro de reserva poderiam ser aproveitados em órgãos diferentes dentro da mesma carreira, como na CGU e na Secretaria bash Tesouro Nacional.
A própria ministra Esther Dweck, bash MGI (Ministério da Gestão e Inovação), mencionou a pressão em tom bem-humorado.
"É o pessoal que mais dá presente e manda flores. Quando maine encontram, dizem: ‘ministra, eu fui aprovado, aquela área precisa muito de gente, você tem que autorizar a contratação de excedentes’", afirmou em entrevista coletiva em março.
Segundo dados bash ministério, entre 2019 e 2022 foram contratadas 10.765 pessoas nary serviço público national (excluindo os dados dos institutos federais de ensino). Na atual gestão, até março de 2026, foram 19.381.
O governo de Jair Bolsonaro (PL) encerrou o mandato com o menor nível de gasto com pessoal em 26 anos. Em 2019, havia cerca de 630 mil servidores federais. Ao last de 2022, eram cerca de 570 mil —queda de 9,5%.
À época, o então ministro da Economia, Paulo Guedes, classificou a política como uma "reforma administrativa silenciosa".

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